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IFRJ apresenta conquistas e discute futuro de programa de iniciação à docência

Professores Gabriela Salomão e José Ricardo de Almeida apresentam resultados do Pibid no auditório do campus Nilópolis

Gabriela Salomão e José Ricardo de Almeida ressaltaram importância do Pibid para a permanência de alunos de licenciatura

 

O IFRJ reuniu bolsistas, coordenadores e supervisores do Pibid (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência) no campus Nilópolis, no dia 2 de março, para uma conversa sobre os resultados e o futuro do programa no Instituto. O período de vigência das bolsas foi encerrado no fim de fevereiro. O encontro serviu para que licenciandos e professores ligados ao Pibid pudessem falar sobre suas experiências com o programa.

Ao longo dos últimos quatro anos, 350 alunos de cursos de licenciatura do IFRJ foram bolsistas do Pibid. O programa permite que o estudante atue, já nos primeiros períodos da licenciatura, em turmas de educação básica da rede pública. Os alunos propõem, em parcerias com professores supervisores nas escolas, planos de aula, experimentos e atividades didáticas - até 2016, segundo dados do relatório do programa, 922 atividades de estudantes do IFRJ já haviam sido feitas em escolas públicas do estado.

Com o fim do período de vigência do programa, a pró-reitora de Graduação, Elizabeth Augustinho, comentou sobre a participação do IFRJ em dois editais lançados recentemente pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) – o próprio Pibid, com vigência a partir de agosto deste ano, e a nova Residência Pedagógica. “Como é uma culminância, a gente tem de comemorar o trabalho tão bem sucedido e avaliar as possibilidades de continuidade, sem perder a nossa essência”, disse.

 

Alunos fizeram relatos de experiências no Pibid

 

Programa incentiva a permanência na licenciatura

O coordenador institucional do programa no IFRJ, José Ricardo Ferreira de Almeida, destacou a resiliência do programa em meio às ameaças de corte de bolsas. “É com muito orgulho que a gente diz: 'Conseguimos chegar ao fim com o Pibid'. Não é um mérito só do Instituto, mas de um grande grupo no Brasil que está lutando pelo programa”, disse.

Para Almeida, o programa tem sido fundamental para conter a evasão de alunos dos cursos de licenciatura. “Em Volta Redonda, quando comecei a dar aulas, havia turma de um ou dois alunos. Hoje eu tenho aula de Cálculo II com mais de 30 alunos. Significa que o aluno quer permanecer no colégio, quer ser professor. Acho que o Pibid teve influência direta nessa permanência do aluno.”

Segundo a coordenadora de Gestão de Processos Educacionais do programa, Gabriela Salomão, é muito comum que alunos recém-matriculados nas licenciaturas não pensem em seguir carreira docente. “É a trajetória formativa que modifica esse desejo", ela diz. "No Pibid, quando esse licenciando tem a oportunidade de estar na escola pública, ele vivencia na prática o que é ser professor. E aí, podem acreditar, muitos se apaixonam e dizem: 'é isso que eu quero fazer.'”

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