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IFRJ participa de debate sobre inclusão e desafios para pessoas com deficiência

Mesa de abertura

O IFRJ marcou presença na palestra “Sensibilização frente à deficiência”, que aconteceu na quarta-feira, dia 08/11, no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ). O evento foi organizado pelo Departamento de Ações Pró-sustentabilidade (Deape) do TJRJ. O pró-reitor de Extensão do IFRJ, Francisco Sobral; o presidente da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão do TJRJ, desembargador Heleno Pereira Nunes; e os servidores do IFRJ Débora Oliveira de Melo Ricio e Vanderson Amaral Pereira, formaram a mesa de debates.

Vanderson, que é cego, falou sobre os desafios. “Não gosto de ser chamado de deficiente visual. Penso que nomenclatura não nos define. Sou cego”, disse. Sobre palestrar no TJ, o funcionário do IFRJ também contou uma curiosidade. “Recordo-me que tentei concurso público para entrar, mas não consegui. Pensei comigo: é muito difícil. Quem está lá merece meus parabéns. Tenho amigos, também cegos, que trabalham aqui e me orgulham demais por isso”, completou.

O palestrante também comentou sobre o preconceito que, como o próprio citou, sua classe sofre. Segundo ele, é algo que as pessoas possuem por não conhecer a realidade do outro. “Não serei hipócrita de dizer que o preconceito não existe. É preciso conhecer o outro. Em alguns casos, as pessoas se amedrontam diante do desconhecido”, comentou.

Vanderson fala ao microfone
Vanderson compartilhou suas experiências

Vanderson comentou, ainda, sobre o mercado de trabalho para os deficientes visuais. “É o meu sonho e de todos os outros, de termos mais espaço no mercado. Mas sempre há questões do tipo: como será a adaptação? Como será o trabalho?”, afirmou. Para completar, comentou que a sua rotina conta com amigos que lidam perfeitamente com seu jeito de viver. “Hoje consigo ir ao cinema, consigo ir ao museu, onde é só colocar um fone de ouvido e escutar a descrição do que está sendo representado na arte. Consigo, também, mexer no celular, já que tem aplicativos para nosso uso”.

Em um momento de descontração, Vanderson comentou que tem uma banda com outros deficientes visuais. “Minha banda se chama ‘Vista Grossa’, onde somos quatro cegos e um integrante que enxerga perfeitamente. Internamente brincamos que entrou na cota”, brincou.

Débora é intérprete de Linguagem Brasileira de Sinais (LIBRAS) e foi a responsável por falar sobre a linguagem utilizada por surdos. Para a palestrante, o tema está num momento importante, já que está sendo debatido diariamente. “Há nove milhões de deficientes auditivos no Brasil e o tema da redação do Enem foi de extrema importância para o assunto ser debatido. Muita gente foi pega de surpresa, estudando sobre outros assuntos e esquecendo-se desse, mas se esqueceram de que o tema vinha sendo comentado antes da prova, pois teria acompanhamento especial para os deficientes auditivos durante o exame e um acréscimo de tempo para a realização da prova”, disse, lembrando a redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que teve sua primeira etapa realizada no último domingo, dia 05/11.

Fonte: texto com informações da Assessoria de Imprensa do TJRJ; fotos: Felipe Cavalcanti/TJRJ

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