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Reitor do IFRJ participa do Fórum Rio - Alternativas para a Crise

reitor, senadores e deputados na reunião organizada pelo Fórum Rio

O reitor do IFRJ, professor Paulo Assis, participou da reunião organizada pelo Fórum Rio – Alternativas para a crise, no colégio Brasileiro de altos estudos da UFRJ, no Flamengo, no dia 29 de setembro. Além do reitor, o senador Lindbergh Farias e 12 deputados presentes ao evento ouviram do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia que é possível revisar o Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) de 2018 para as universidades e institutos federais de pesquisa e Educação.  

Além de solicitar revisão do PLOA, o Fórum pediu aos parlamentares apoio para o descontingenciamento das rubricas de custeio e investimento de 2017, e manutenção na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2018 de um orçamento equivalente a 2016, corrigido pela inflação. Com as contas apertadas, boa parte das instituições tem recursos para pagar despesas apenas até setembro deste ano. 

Rodrigo Maia declarou que avalia ser possível resolver a demanda de 2017 e da LOA 2018, embora tenha indicado a necessidade de revisão futura dos gastos públicos. 

“Vamos fazer uma primeira reunião para compreender quais são as soluções”, afirmou, destacando que convidará o relator setorial do tema e três ministérios para discutirem o assunto: Educação, Planejamento, e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). “A gente vive uma crise profunda aqui no Rio, que é muito complexa e não é de fácil solução”, disse o presidente da Câmara.

Para o reitor do IFRJ, Paulo Assis, a participação dos parlamentares foi extremamente significativa. “Houve um compromisso dos coordenadores da bancada do Rio de trabalhar juntamente com os demais deputados para que haja uma decisão e um pensamento únicos”, disse.

Ainda, segundo Paulo Assis, o Fórum Rio é fundamental para o debate e as Universidades, Institutos Federais, Cefets, Colégio Pedro II e institutos de pesquisa do Rio estão unidos em busca de lutarem por suas demandas. “Todos querem a manutenção da qualidade da educação, da qualidade da pesquisa desenvolvida no Rio de Janeiro, pois esse é o dever das instituições. Continuaremos todos alertas para que os direitos orçamentários sejam garantidos, que não sejam cortados lá na frente. Para isso, a conscientização de todos é essencial”, afirmou.



 

Senador defende votação dirigida ao ensino superior

Lindbergh Farias disse que o orçamento de 2018 para a área é “muito preocupante” e defendeu que os parlamentares devem aproveitar o aumento do déficit fiscal de R$129 bilhões para R$159 bi no ano que vem, para ampliar os recursos destinados à educação superior, em especial ao Rio. 

“Nós da oposição estaríamos dispostos a fazer uma votação para aumentar um déficit que seja dirigido ao ensino superior. Acho, sinceramente, que no próximo ano, com esse orçamento que está aí, as universidades vão parar”, defendeu.

Como a votação está prevista para 20/10, ele sugeriu que todos os reitores e diretores de institutos federais viagem a Brasília para trabalhar emendas com os deputados.  

 

Como será o amanhã?

“Se fechar o Observatório Nacional, a gente deixa de ter operações bancárias no Brasil, porque a hora legal é dada pelo ON. Se fechar o CBPF, nós deixamos de ter a rede de internet das instituições do Rio de Janeiro, porque é o centro que organiza toda essa infraestrutura”, relatou Ronald Shellard, presidente do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas. 

Além do IFRJ, também participaram as representações da Unirio, Cefet-RJ, IFF,  UFF, Museu de Astronomia e Ciências Afins, Observatório Nacional, Conselho Regional de Economia do Rio, Centro de Tecnologia Mineral, Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e Colégio Pedro II. 

Defendendo “esforço coletivo para recompor orçamento para 2018”, o deputado Hugo Leal, afirmou que é preciso “suavizar a situação crítica das instituições”. Jandira Feghali afirmou que a presença de Rodrigo Maia na reunião deu outro peso ao encontro do Fórum Rio com os parlamentares, já que o presidente da Câmara não esteve presente na última reunião, em Brasília. “Não há emenda de bancada que resolva o problema que está posto aqui”.  

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