Inauguração da primeira Sala de Apoio Materno

O Campus Nilópolis Inaugurou, no dia 16 de junho, a primeira Sala de Apoio Materno do IFRJ. O evento foi realizado na sala B 215.
A iniciativa foi construída de forma colaborativa com o Núcleo de Gênero e Diversidade Sexual (NUGEDS) do Campus Nilópolis e com o Coletivo Mães, Criaturas Invisíveis do IFRJ, na figura da professora Tátia Áquila, reforçando o compromisso institucional com a equidade de gênero e o reconhecimento da importância do cuidado como valor social e pedagógico
Os idealizadores dizem que pensaram no acolhimento da comunidade interna e na criação de um ambiente acadêmico mais inclusivo e humano. O espaço foi idealizado com o objetivo de atender às necessidades específicas de mães e demais cuidadores que estudam e trabalham na instituição, promovendo condições mais dignas e respeitosas para o exercício da maternidade e do dia a dia acadêmico.

A Sala de Apoio Materno foi equipada com doações de servidores do campus, o que demonstra o engajamento da comunidade interna e o espírito de solidariedade que marca essa conquista, segundo a organização. Esse envolvimento coletivo não apenas viabilizou a estruturação do espaço, como também fortaleceu o sentimento de pertencimento e cuidado mútuo entre os membros da instituição.
A iniciativa também contribui para a consolidação de políticas institucionais externas à permanência e ao bem-estar da comunidade, reafirmando o papel do IFRJ como um espaço comprometido com a inclusão e a justiça social.
Para Isabel Milanez Ostrower, coordenadora do NUGEDS, trata-se de uma demanda que já tinha surgido no campus, “Não é uma especificidade, uma exclusividade do Campus Nilópolis. Inclusive, o coletivo de mães, junto com o NUGEDS, já vem se reunindo para tentar pensar isso de forma sistêmica, para todos os campi do IFRJ. Mas, pensar isso de forma sistêmica é mais difícil. Então, eu acho que esse pontapé inicial aqui em Nilópolis também é importante pra gente ir fortalecendo e pensando nas coisas que vão precisar avançar, para depois a gente, inclusive, levar essa experiência para outros campi do IFRJ”.
Tatia Aquila Vieira, docente do campus Nilópolis fala da conquista, “Há muito tempo a gente vem pleiteando esse espaço, principalmente pensando nas estudantes mães...E é uma luta, principalmente, do coletivo de mães que se formou em 2020: o coletivo "Mães Criaturas Invisíveis" no IFRJ. Com o apoio dos NUGEDS e da direção aqui do campus Nilópolis, a gente conseguiu concretizar esse espaço. Mas ainda é um início. Um início dessa manutenção, desse espaço, que precisa ser mantido e também com a presença de monitores, para que as alunas não precisem sair da sala de aula”.