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Visita técnica ao Quilombo Ferreira Diniz

Estudantes do Campus Rio de Janeiro participaram de uma visita técnica ao Quilombo Ferreira Diniz  em parceria com o Instituto de Defesa  da População Negra (IDPN) https://www.instagram.com/institutodpn/  no dia 25 de junho. O objetivo foi o de aprofundar a temática de pós-abolição no Brasil, estimulando o (re)conhecimento de sabedorias negras, em especial ligada aos alimentos e preparos, valorizando a cultura negra.

A turma do 5º período do Curso de Ensino Médio e Técnico em Alimentos (AM 251) do Campus Rio de Janeiro estava acompanhada da professora Pâmella Passos e da gestora executiva do Instituto de Defesa da População Negra (IDPN) Nathalia Carlos.

ALUNOS E AS PROFESSORAS posam em frente a uma casarão

Segundo Pâmella, a atividade teve por objetivo reconhecer e dar visibilidade as heranças africanas no Brasil, afirmando a resistência da população negra ao valorizar a cultura afro-brasileira, as tradições familiares, a culinária e relação com os alimentos como afeto e reinvenção.

Com a dinâmica inicial da aula a céu aberto foi feita uma roda onde cada estudante apresentou a comida afetiva que levou para compartilhar com o grupo. Delícias como: bolo de coco, pão de queijo caseiro, caldo verde, café, bolinho de chuva, salgadinhos, palha italiana, mini sanduiches, cachorro quente entre outros formaram uma farta e linda mesa a ser compartilhada. A cada apresentação da comida afetiva foi possível conhecer as histórias familiares de saberes, curas e encontros através da comida. Risos e lágrimas estiveram presentes nesse momento de conexão com a ancestralidade.

Nathalia Carlo apresentou elementos para reflexão acerca do epistemicídio, a partir da autora Sueli Carneiro, afirmando a importância de ler autoras e autoras negros que nos revelam que Quilombo não é lugar de fugitivo, é outra forma de organização social. Para a mestra pelo Programa de Pós-Graduação em Serviço Social e Desenvolvimento Regional da Escola de Serviço Social da UFF e atual gestora executiva do IDPN “é preciso inverter a visão da análise da História do Brasil, ir além da lente do colonizador e da branquitude, reconhecendo as tecnologias dos quilombos que foram apropriadas”.

Outro momento emocionante da visita, lembra Pâmella, foi escutar Tia Aparecida, matriarca moradora do Quilombo, que contou sobre a participação da sua família na construção do Quilombo Ferreira Diniz. Ao final, ela deixou um convite para que a comunidade do IFRJ e seus familiares fossem conhecer a famosa feijoada que acontece todas as sextas no Quilombo a partir das 12h. Mais detalhes no instagram https://www.instagram.com/quilomboferreiradiniz/)

Os estudantes deram suas impressões sobre a visita:

professora pamella em primeiro plano e alunos ao fundo. todos sentados dentro de uma van

“A visita ao quilombo contribuiu na minha formação me fazendo enxergar várias coisas que eu nunca tinha parado pra pensar, e uma delas foi perceber que o conhecimento que vem das comunidades tradicionais, como os quilombolas, muitas vezes é tratado como se fosse “menos importante” só porque não vem da ciência ou da tecnologia". Victória Abreu  

‘A visita técnica surpreendeu a turma ao destacar a culinária e sua importância na resistência do povo afro-brasileiro. Além de citar que a tecnologia de alimentos existe em outros povos muito antes desse termo ser criado pelos europeus, mas os saberes tradicionais sobre alimentos desses povos são desvalorizados e, muitas vezes, chamados de "instinto". Samara Gomes

“A visita contribuiu de forma integral para a formação, ao unir aspectos técnicos, culturais, sociais e afetivo. Foi uma oportunidade de desenvolver empatia, escuta ativa e valorização da diversidade cultural. Ao mesmo tempo que ampliou a compreensão sobre o que é tecnologia, indo além do conceito moderno e incluindo os saberes ancestrais como parte essencial do desenvolvimento humano.”  Yasmin Peres

 

 

 

 

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