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Campus Nilópolis recebe professoras do Instituto Nacional de Educação dos Surdos

a mesa de abertura

O Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Específicas (NAPNE) realizou uma mesa redonda sobre “LIBRAS no processo de inclusão dos alunos surdos”, no dia 6 de novembro, no auditório do campus.

Na mesa de abertura: a docente do Campus Nilópolis e coordenadora do NAPNE, Jacyra Guimarães e as docentes do Instituto Nacional de Educação dos Surdos (INES), Renata Barbosa, Raabe Oliveira e Verônica Rodrigues.

O diretor geral do Campus Nilópolis, Thiago Matos, afirmou que a atuação do NAPNE é importante, porque o Campus Nilópolis possui alguns alunos surdos. “Esse evento foi essencial para conversarmos com toda a comunidade para trocarmos experiências de como é lidar com o surdo nas salas de aula, como temos que reintegrar as práticas pedagógicas e como o olhar para esse aluno na compreensão do conteúdo tem que ser diferenciado”.

Jacyra conta que a importância do tema consiste em sensibilizar os docentes do campus em enxergar LIBRAS como a primeira língua de comunicação dos surdos. “Sem ela, é impossível que tenhamos um processo de ensino-aprendizagem dos alunos surdos incluídos no ensino regular”, disse.

De acordo com Verônica, a inclusão tem a importância de que os surdos tenham acesso às escolas mais próximas de casa, que eles não precisem ir até Laranjeiras para ir ao INES, possam ter acesso à educação em diversas instituições de ensino e atividades culturais. “Infelizmente, eu gostaria que a inclusão fosse mais inclusiva e não tão excludente como é hoje, o surdo as vezes não tem intérprete, temos um longo caminho pela frente”, contou.

Segundo ela, os professores não têm a formação sobre o assunto na faculdade e acabam ficando perdidos em como agir e até como adaptar a disciplina. “Por muitas vezes achamos que esse é o papel do intérprete e não é. Trata-se de papel do professor fazer com que o aluno compreenda a disciplina”, disse Verônica.

Para Raabe, passar a experiência do INES para os professores e mostrar para eles que o trabalho feito com os surdos é diferente foi muito importante e interessante. “É um público que tem uma especificidade e a gente precisa estar atento. A inclusão é muito importante para que a gente consiga fazer com que o aluno, de fato, entenda a matéria de forma adaptada a realidade dele”, falou.

Renata afirmou que não é só colocar o sujeito em um espaço, mas sim fazer ele se sentir pertencente. “Isso só é oferecido se ele recebe um cenário linguístico adequado e várias pessoas se comunicarem com ele, é incluir de uma maneira significativa e real. A discussão é sempre um movimento importante para a formação do professor, eu só tenho a agradecer pela oportunidade”, enfatizou.

Colaboração: Camila Fonseca

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