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Educação, inovação e empreendedorismo no IFRJ

O campus Paracambi deu início ontem, 19 de junho, à Maratona do Programa Células Empreendedoras. O auditório do campus estava repleto de estudantes do IFRJ dos cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC), de cursos técnicos de nível médio e de graduação de diversos campi, que foram auxiliados por servidores capacitados pelo Programa na segunda-feira (18). O objetivo das atividades foi o de auxiliar a cidade de Paracambi a encontrar soluções para diversos problemas locais.

A solenidade de abertura contou com a participação do reitor do IFRJ, professor Rafael Almada, dos pró-reitores Rodney Albuquerque, Pós-Graduação e Inovação (Proppi); Igor Valpassos,  Planejamento e Administração (Proad); Cristiane Henriques, Extensão (Proex) e José Arimathéa, de  Desenvolvimento Institucional, Valorização de Pessoas e Sustentabilidade (Prodin).   Além destes, estavam presentes: Aldembar Sarmento, diretor-geral do campus Paracambi, Evandro Vianna, superintendente de Turismo (representando a prefeita de Paracambi, Lucimar Cristina Ferreira), o idealizador do Programa Células Empreendedoras, Genésio Gomes e diretores-gerais dos campi Nilópolis, São João de Meriti, Paulo de Frontin e Belford Roxo.

O reitor do IFRJ explica que o Programa é uma parceria realizada por cinco institutos junto à Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (Setec/MEC), que fortalece a educação profissional e tecnológica evidenciando o empreendedorismo. “O IFRJ foi uma dessas instituições escolhidas para potencializar essas ações dentro da educação profissional”. Para Rafael, o programa tem uma importância ímpar, pois estimula o estudante, a fim de que ele passe a ter um olhar empreendedor em suas ações. “É uma nova visão, uma vez que permite a criação de start ups e de realizações que vão, de fato, mudar a vida desses jovens”.

Rafael vai mais longe e diz que o empreendedorismo é uma saída para o desenvolvimento do Brasil. “Se antes havia a necessidade de um emprego, nos moldes formais, hoje vivenciamos um outro momento. É preciso inovar, criar novos ambientes, fazer diferente. O IFRJ, dessa forma, tem o desafio de formar técnicos para profissões que ainda não existem, para trabalhar com uma tecnologia que ainda vai ser criada. Esse é o diferencial, essa transformação na educação. Temos de dar oportunidades ao aluno de contribuir de maneira objetiva para o desenvolvimento social”. 

Rodney Albuquerque, um dos maiores incentivadores e divulgadores do programa Células Empreendedoras no IFRJ, também enxerga a contribuição maior para a sociedade. “O espírito empreendedor ganha uma relevância definitiva no atual cenário em que vivemos. Trata-se de uma mudança mental para adaptação a uma realidade que nos cobra ser criativos, ser pró-ativos e estarmos capacitados para enfrentar desafios bem diferentes dos que existiam até algum tempo atrás”.

O pró-reitor disse que a realização do Células em Paracambi tem um viés estratégico. “Estamos num limiar entre a Baixada Fluminense com a região sul e centro sul do Estado. Ao mesmo tempo, saímos um pouco do eixo da região metropolitana, promovemos uma participação mais ativa de diversos campi dessas regiões”.    

Para Genésio Gomes, idealizador do Células Empreendedoras, o objetivo principal é transformar instituições de ensino em ecossistemas de transformação urbana e social. “As instituições têm um papel muito importante a ser realizado, tanto no desenvolvimento humano quanto na realização de projetos para a sociedade. O programa pretende abrir portas para a educação de professores e de alunos. Podemos dizer que realizamos aqui uma capacitação para os alunos transformarem suas vidas”.   

Genésio, no entanto, chama a atenção para a decisiva participação do professor neste processo de transformação. “O grande resultado do Células é mesmo mudar a mente das pessoas, é passar a entender que todos somos agentes de transformação social. Mas essas mudanças, que devem ser levadas para as salas de aula, precisam ser muito bem assimiladas e exercitadas pelos professores. Por isso, nossa primeira ação, realizada na segunda-feira, foi a capacitação de 50 docentes, que hoje estão aqui, como facilitadores durante a Maratona”.

 A Maratona do Células Empreendedoras vai até sexta-feira, dia 22, mas este será apenas o início de um circuito maior. Os cinco melhores trabalhos apresentados seguem para uma nova etapa, chamada de pré-aceleração, na qual haverá uma competição on-line com projetos de Rondônia e da Paraíba. “Na fase final, os melhores alunos vão participar de uma rodada de negócios com investidores reais. Será uma experiência enriquecedora”.  

Durante o dia inteiro, alunos e professores (facilitadores) desenvolveram ideias, discutiram soluções, num clima de entrega e de efetiva participação promovidos pelo Programa. Na pauta, soluções para problemas locais de Paracambi. No fim da tarde, o problema mais votado foi ‘Gerenciamento de Resíduos Eletrônicos’, do aluno Gustavo Borges. 

Confira a programação

 

CÉLULAS EMPREENDEDORAS

Uma Célula Empreendedora é um grupo de jovens – no caso, estudantes do Instituto e demais participantes – orientados ou não por professores/mentores, que por meio das mídias sociais e de um ecossistema de ações de fomento à criatividade, são incentivados a terem mais autonomia e um espírito empreendedor, voltado para a criação de ações de desenvolvimento social, que consiga dar conta de problemas e questões que afligem o dia a dia das cidades e das comunidades regionais. 

Em parceria com empresas e incubadoras, os alunos terão oportunidade de criar projetos inovadores e, além disso, executarem esses projetos com a criação de pequenas empresas ou startups (grupo de pessoas que possui uma ideia de negócio viável, que pode tornar-se um pequeno empreendimento de baixíssimo custo, com espaço compartilhado de trabalho, utilização de moedas virtuais etc). Essas empresas terão que desenvolver ações de cunho social, voltadas para a resolução de problemas das cidades e regiões onde estão inseridas – como trânsito e meio ambiente – e a criação de ações de sustentabilidade, inclusão e acessibilidade, por exemplo.

 

 

 

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