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Ensino e aprendizagem de idiomas é tema de seminário no campus Niterói

Troca de conhecimento sobre o uso de idiomas no mercado de trabalho, dicas de preparação para provas de concursos e questões referentes à docência foram alguns dos pontos abordados no Seminário Idiomas no Mundo do Trabalho: ensino, aprendizagem e perspectivas, que aconteceu no dia 17 de abril, no campus Niterói.

 

Organizado pelos professores Fabiana Esteves, de Português e Inglês; e Felipe de Oliveira, de Português e Espanhol, o seminário apresentou o ensino de línguas nos cursos do campus, como Inglês básico para Atendimento e Espanhol básico para Negócios. Foram também comentadas as disciplinas de idiomas que contemplam outros cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC) e de Extensão.

 

O evento contou com dois ambientes: um para estudantes, profissionais em geral e demais interessados; e outro focado em temas de interesse dos docentes. Em cada sala, foram realizadas mesas-redondas em que os palestrantes tinham a oportunidade de expor os conhecimentos sobre as linguagens e questões pertinentes para cada tema.

 

 

As mesas dedicadas aos estudantes abordaram os cursos de idiomas, as línguas adicionais no atendimento a clientes e mercado internacional, além de instruções para responder questões e estruturar redação em concursos.

 

A professora de Português e Inglês para estrangeiros, Suelen Vasconcelos, do curso de idiomas Celenit, falou sobre a importância de buscar cursos de idiomas que possuam um objetivo similar ao que o aluno procura para si. “Aprender uma língua é aprender também o que você vai fazer com ela, quais são as utilidades disso na sua vida profissional e social”.

 

Quando o assunto é o uso de idiomas no trabalho, é preciso se preparar para as diversas situações no atendimento ao cliente e saber informar o que é questionado, afirma Carlos Alberto Della, bibliotecário do Instituto Cervantes do Rio de Janeiro. “Ter o domínio da língua é saber usar as estruturas e o vocabulário no dia a dia”, acrescentou.

 

A importância de um ambiente bilíngue e o papel das empresas na capacitação dos profissionais para realizar a integração com surdos através da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) no trabalho, foi ressaltado pela professora de Libras, Tathianna Dawes, da Universidade Federal Fluminense (UFF). Interpretada pelo também professor de Libras, Carlos Hilton, do campus Niterói, a professora destacou a importância de estimular esses cursos, dentro das possibilidades das empresas.

 

As mesas para docentes levantaram debates acerca do desenvolvimento de um material didático abrangente e interativo, além da formação de professores para ensino técnico e para o ensino de Português para estrangeiros.

 

 

O questionamento do papel da língua estrangeira no contexto de cada curso é base para formular a aula e escolher um material que atenda cada perfil de formação profissional. “Devem-se levantar perguntas sobre que perspectiva de trabalho está em jogo, o que seria formação profissional e que concepções de língua usaremos em prol de certos objetivos que traçamos na disciplina”, diz Alice Moraes, professora de Português e Espanhol do CEFET-RJ.

 

A dificuldade de tornar a aula interessante quando não há repasse de recursos por parte da escola também foi levantada pelos professores ouvintes.

 

A professora de Português da UNIRIO, Patrícia Botelho, diz que é preciso enxergar a existência de novas práticas com a leitura e a escrita, e que elas têm que ser inseridas em sala de aula. Ela destaca também que o acesso restrito à internet ainda é um fator limitador. “Em sala de aula tem que se levar a realidade dos que estão nela aprendendo. Ver o que faz parte da produção escrita de cada turma e contextualizar com a linguagem para a prática da proposta do curso”.

 

O seminário contou com a participação dos alunos do campus e de estudantes universitários, profissionais da área de linguagem e interessados nos temas. A professora Fabiana, da comissão organizadora, considerou que a primeira edição do evento atingiu os objetivos propostos. “Foi muito importante e enriquecedor o contato com profissionais de diversas instituições. Esperamos fortalecer essas conexões com uma nova edição do evento no ano que vem”, concluiu.

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