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“Novembro Negro” é destaque em Nilópolis

alunos e professores posam em frente à mesa do auditorio

 Como programação para o mês da consciência negra, o Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI) realizou o “Novembro Negro”. O evento aconteceu nos dias 21 e 26 de novembro.

Para compor a mesa de abertura do evento estiveram presentes o diretor geral do Campus Nilópolis, Thiago Matos, a coordenadora do NEABI, Rosália Lemos, a diretora de Comunicação do Centro Acadêmico de Produção Cultural, Mariana Edmídio e a membro do Conselho Superior, Sher Machado.

O primeiro dia do Novembro Negro contou com palestras e mesas de debates. Os principais temas discutidos foram: a luta de mulheres quilombolas, questões indígenas, literatura africana, racismo e colorismo.

A professora de História do IFRJ Campus Maracanã, Pâmella Passos, foi umas das convidadas para a palestra e comentou sua participação. “Fazer parte desse evento hoje do NEABI, num contexto ainda de práticas de racismo no nosso país, é fundamental, porque eu entendo a importância da educação no combate a essa discriminação, de um país que tem um passado escravocrata”, explicou.

Além da atividade no auditório, também foi promovido uma feira de empreendedoras negras, em que comerciantes e artistas puderam vender seus produtos no pátio do campus.

O estudante do curso de Biblioteconomia da Universidade Federal Fluminense (UFF), Rael Santana, ressaltou o que achou positivo do primeiro dia de Novembro Negro. “Achei positiva a preocupação de falarem sobre visibilidade de escritores e na mídia. E me fez lembrar de coisas que vejo no meu próprio curso em relação ao motivo de não termos visibilidade, não só das minorias, mas como brasileiros em geral. Brasileiro não dá atenção para brasileiro na academia, e isso é o tipo de coisa que eu achei interessante ver por aqui”, disse.

Para iniciar a programação do dia 26, a escritora e educadora Pituka Nirobe participou da palestra com o tema: “A luta das mulheres quilombolas”, em que foi discutido sobre cultura indígena e africana.

Também estiveram presentes a professora da rede municipal de Duque de Caxias, Rose Cipriano, e a professora e doutora da Universidade Federal Fluminense (UFF) Katiuscia Quirino. As docentes participaram de uma mesa redonda, intitulada como “Colorismo e suas implicações com o racismo e necropoder”. Também fizeram parte do evento professores de diferentes cursos do Campus Nilópolis.

Rosália Lemos em primeiro plano

A coordenadora do NEABI, Rosália Lemos, ressaltou a evolução que o evento teve nos últimos anos. “Esse é o terceiro Novembro Negro. Desde 2007 o NEABI tem realizado esse evento, e a gente percebe que com tempo a adesão dos professores tem aumentado. No dia 21 conseguimos realizar uma mesa com nove professores dialogando sobre o racismo”, explicou.

Rosália explicou, também, a importância da sociedade como um todo discutir sobre racismo. “O racismo só vai acabar quando houver uma ação entre brancos e negros em prol de uma sociedade equânime”, finalizou.

Colaboração: Raissa Amaral

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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